Bloco Passando o Rodo celebra 33 anos levando resistência contra a Reforma Administrativa
O dia 7 de fevereiro entrou para a história do Carnaval popular e da luta sindical em Pernambuco. O Bloco Passando o Rodo tomou o Centro de Formação e Lazer em seu 33º ano, reafirmando que brincar o Carnaval também é um ato político, de consciência e de defesa dos direitos da classe trabalhadora. Com o tema "Passando o Rodo na Reforma Administrativa", a festa foi marcada por alegria, crítica social e resistência.
A concentração teve início às 10h, reunindo servidores, servidoras, foliões e movimentos sociais que transformaram esse grande movimento em celebração. Entre frevos e batuques, o bloco mostrou que o Carnaval pode ser espaço de denúncia, mobilização e diálogo com a população.
Abrindo a programação, a Orquestra Flor de Liz deu o tom da manhã, enchendo o público de energia e tradição. Em seguida, às 11h, o próprio Bloco Passando o Rodo, acompanhado pelas Batutas de São José, tomou conta do percurso, levando criatividade e mensagens firmes contra os ataques aos serviços públicos e aos direitos dos trabalhadores.
Ao longo da tarde, a festa seguiu com uma programação diversa e vibrante. Às 13h, a Orquestra Los Cubanos manteve o clima de folia, seguida pelo show de D’Black, às 14h, que trouxe ainda mais animação ao público. Encerrando o dia em grande estilo, o cantor Geraldinho Lins subiu ao palco às 16h, garantindo um desfecho marcado por emoção, música e celebração coletiva.
Mais do que um evento carnavalesco, o Bloco Passando o Rodo reafirma, há mais de três décadas, seu papel como símbolo de resistência cultural e política. Em tempos de ameaças à estabilidade do serviço público e à qualidade dos serviços prestados à população, o bloco cumpre a missão de informar, conscientizar e mobilizar de forma criativa e popular.
Aos 33 anos, o Passando o Rodo segue firme: passando o rodo no autoritarismo, na retirada de direitos e em qualquer tentativa de silenciar a luta dos trabalhadores, sempre com frevo no pé, crítica na ponta da língua e compromisso com a democracia.