Servidores do Serviço Social e Reabilitação discutem precarização e cobram retomada do comitê nacional


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Servidores do Serviço Social e Reabilitação do INSS de todo o país participaram, no dia 23 de outubro de 2025, de uma reunião virtual convocada pela CNTSS/CUT para debater o cenário de precarização enfrentado pela categoria e definir estratégias de enfrentamento e mobilização. O encontro, realizado pela plataforma Zoom, foi coordenado pela dirigente nacional da CNTSS/CUT e do Sindsprev-PE, Stela Pragana, e contou com a presença dos dirigentes da CNTSS/CUT Ronaldo Augusto, diretor de Organização, e Deivid Christian, diretor de Combate ao Racismo, além de profissionais de diversos estados que atuam nos serviços previdenciários do Instituto.

A reunião teve como objetivo levantar as principais demandas da categoria e subsidiar a retomada do Comitê dos Serviços Previdenciários do INSS, espaço de diálogo que está paralisado desde junho de 2023. Os participantes denunciaram que, desde a suspensão das reuniões, a gestão do Instituto não tem mantido qualquer canal de diálogo com as entidades representativas, o que representa descumprimento do Acordo da Greve de 2022, que previa a continuidade desse espaço de negociação.

Durante as falas, os trabalhadores relataram o agravamento das condições de trabalho e a desvalorização das equipes responsáveis pelo atendimento previdenciário. Um dos principais pontos levantados foi a necessidade de retomada das reuniões do comitê e das demais atividades do Serviço Social, que, segundo os participantes, ficaram restritas desde a pandemia às avaliações sociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Lei Complementar 142. Essa limitação, afirmaram, exclui outras funções essenciais do serviço social, como a socialização de informações e ações educativas junto à população.

Os profissionais também destacaram a importância da volta dos responsáveis técnicos, cuja retirada enfraqueceu a integração entre as equipes e dificultou a realização de reuniões e capacitações. Reforçaram ainda a urgência de retomar as reuniões técnicas, fundamentais para garantir a unidade e a qualidade do trabalho desenvolvido nas agências. Outro ponto recorrente foi a denúncia de que as faltas dos requerentes não estão sendo pontuadas, obrigando os servidores a compensar as ausências com novos atendimentos, o que amplia a sobrecarga e o nível de estresse da categoria.

A reunião também reafirmou a necessidade de cumprimento do Acordo da Greve de 2022, que estabelece o limite de cinco avaliações sociais diárias, sem prazo para revisão desse item. Além disso, os profissionais cobraram da gestão do INSS a regulamentação do pagamento referente à greve de 2024, lembrando que a ausência desse normativo vem prejudicando servidores que estão próximos da aposentadoria. Outro tema destacado foi o reconhecimento da jornada de 30 horas semanais, prevista na Lei 12.317/2010, e que o INSS precisa aplicar aos assistentes sociais em todo o país.

O dirigente Ronaldo Augusto enfatizou, durante sua fala, que apenas com mobilização, troca de experiências e construção coletiva será possível enfrentar as condições impostas pela atual gestão do Instituto. Como encaminhamento, os participantes decidiram elaborar um documento com as principais demandas da categoria, a ser apresentado à direção do Comitê dos Serviços Previdenciários, além de promover uma grande mobilização no dia da retomada do comitê, demonstrando que os profissionais estão no limite. Também foi aprovada a articulação de uma reunião nacional unificada entre a base e as entidades representativas dos trabalhadores e trabalhadoras do INSS, reforçando a unidade e a força da categoria.

Ao final, a CNTSS/CUT convocou a categoria a permanecer atenta aos informes e aos chamados de mobilização em seus sindicatos de base, como o Sindsprev-PE, para garantir que a nova gestão do INSS cumpra sua promessa de reconstrução do órgão e valorização dos trabalhadores, assegurando condições dignas de trabalho e um atendimento de qualidade à população brasileira.

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