Sindsprev Pernambuco marca presença em ato nacional em defesa dos intoxicados da ex Sucam


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Na tarde desta quarta-feira (29), trabalhadores e trabalhadoras intoxicados(as) durante sua atuação na antiga Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) realizaram um ato em Brasília em defesa de reparação, reconhecimento e direito ao cuidado. A Sucam, hoje vinculada à Funasa, foi responsável por campanhas de combate a endemias como malária e dengue em todo o país. Um trabalho essencial para a saúde pública, mas que deixou marcas profundas e irreversíveis na vida de muitos servidores.

O Sindsprev-PE esteve presente no ato por meio de seu filiado Ricardo Andrade, ex-servidor da Sucam e intoxicado por substâncias como DDT e Malation, que foram amplamente utilizados nas décadas de atuação da equipe em campo. O sindicato custeou a ida de Ricardo até Brasília para que a sua voz, e a de tantos outros que sofrem com sequelas físicas e emocionais, pudesse ecoar no espaço onde as decisões são tomadas.

A mobilização teve caminhada até o Ministério da Saúde, cobrando do governo reparação, assistência integral e políticas públicas específicas para aqueles que adoeceram após anos de exposição aos pesticidas. Muitas dessas vítimas sequer têm acompanhamento adequado, apesar de terem dedicado suas vidas à proteção da população.

“Nós não pedimos nada além do justo: reconhecimento. Eu fui um dos trabalhadores que esteve lá na ponta, carregando equipamentos, entrando em áreas de risco, manipulando produtos tóxicos sem saber os danos que eles causariam ao nosso corpo. Hoje, muitos de nós pagamos com a saúde o preço de ter defendido vidas. Nós não somos números. Somos seres humanos que dedicaram anos de serviço ao país e agora precisam ser enxergados. Agradeço ao Sindsprev-PE por garantir que eu estivesse aqui para representar essa luta, que não é só minha, é de milhares que já se foram e de tantos outros que ainda sobrevivem com dor, mas com dignidade.” Disse nosso filiado, Ricardo Andrade.

Mais do que um ato, o momento representa um chamado para que o Estado reconheça sua responsabilidade e garanta os direitos de quem dedicou a própria saúde à proteção coletiva.

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